sábado, 8 de janeiro de 2011

E o tempo passou...

E o caçula chegou na família Curtz, desta vez para fechar de vez a família, que teria nos próximos anos, difíceis batalhas financeiras, mas que incrivelmente manteriam a paz, o amor e o respeito que a palavra família IMPÕE.
Simone, Marcelo, Jonathan, Dayana, Adriana e Marcelinho. A família mais linda e forte que conhecemos. As crianças mais educadas e boazinhas que a nossa jornada de vida pode encontrar (e não incluo nesta exceção nosso terrorista Henrique). E são por eles que hoje intercedemos para que possamos atingir o que infelizmente nossos braços não são capazes de alcançar sem a ajuda de pessoas que podemos acreditar e chamar de AMIGOS: VOCÊ!


Foram exatos 14 anos desde o nascimento as gêmeas e do nosso encontro com essa família. De lá para cá muita coisa aconteceu nesta família: foram 7 casas em busca de um aluguel mais barato, refeições muito simples em busca de suprir a fome de todos e até dias de desespero onde o telefone de nossa casa tocou em busca de socorro: ALIMENTO. O tempo foi passando, e as dificuldades ora aumentavam, ora se mantinham.
A força desta mãe/menina por muitos anos manteve esta casa de pé. Trabalhadora, lutadora e acima de tudo MÃE! Manteve a estrutura quando até mesmo o chefe de família entregava os pontos.
Ajudamos sempre no que podíamos: material escolar, comida, roupas e principalmente um pouco de lazer. Pois essas crianças/adolescente não sonham mais.... não acreditam que podem ter uma realidade diferente da que viveram até hoje.
Mas nos dois: Sidnei, filho de pedreiro, habitante de uma favela de São Paulo por 20 anos e hoje Diretor e pai de familia e eu Daniela, filha de uma empregada doméstica, habitante de casas de favores até os 21 anos, e hoje profissional graduada e pós graduada e mãe de família, sabemos que é preciso sonhar para alcançar realidades mais felizes.
E por isso continuamos a sonhar e desta vez o sonho é devolver ou melhor dar pela primeira vez, uma condição de moradia saudável para essa família.
Hoje empregamos a Simone em nossa casa. Foi uma forma que encontramos de ajudar essa família mais de perto. E também de identificar problemas que talvez não chegariam aos nossos ouvidos por vergonha.  Para a Dada e a Drica, buscamos uma boa escola, uma bolsa de estudo para que assim como nos elas possam cursar uma faculdade e mudar o seu futuro.
A situação hoje é melhor do que nos últimos anos: MARCELO TRABALHA, SIMONE TRABALHA E ATÉ O MAIS VELHO JONATHAN JÁ CONTRIBUI COM SEU TRABALHO DE MENOR APRENDIZ.
E ERA HORA DE COMEÇAR A SONHAR, MAS.... sem casa, sem ter onde dormir e descasar depois de um dia de trabalho não se é possível nem cochilar quem dirá alcançar o mundo dos sonhos!
As lembranças também foram destruidas na enchente. Dá até para entender como é dificil sonhar, mas precisamos fazer a nossa parte: dar esperança!

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